Limpar Calçadas

Lauren Cooper (1)

“Eis que tudo te pertence/ habito em tuas moradas/ sou um dos teus serviçais/ me apraz varrer tuas calçadas/ por onde passam teus pés depois de mil caminhadas.” Essa letra é da canção “Mil Caminhadas”, do grande compositor, Gladir Cabral. Desde que a ouvi pela primeira vez fiquei maravilhado com a forma detalhada e sensível que ele pintou a relação de amor e admiração do homem para com Deus(Jesus).

Imagine  a cena que os versos detalham: Varrer o chão, deixar o solo apto para receber os belos pés do mestre que tanto caminha ao encontro dos que sofrem. Ele vai passar por aqui. Merece adorno, merece todo dissipar das folhas, resíduos urbanos e poeiras!

Nossa! Que privilégio! Viver uma vida para limpar e abrir caminhos nas calçadas para que entre o Rei da Glória. Ser assim, tal como João Batista no deserto, que anunciava a vinda daquele que seria o suficiente salvador, clamava e aplainava os caminhos do coração com esperança pelo que logo chegaria.

Ah! Quão formosos são os pés dos que anunciam boas novas! É necessário deixar tudo organizado e limpo para que Cristo pise e faça o ambiente mudar por causa de sua presença gloriosa.

Nosso Rei chegará a qualquer momento. Viveremos para limpar suas calçadas ?

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A beleza de desligar o celular

 

A BELEZA DE DESLIGAR O CELULAR

Muitas das coisas mais belas que conseguimos ver ficam atrás das cortinas e não clamam por atenção. Simplesmente se desenvolvem num segredo involuntário. São atitudes, processos, sensações, imagens, sons, tudo isso acontecendo sem existir qualquer traço de vaidade e orgulho, pureza total no seu clímax.

Em alguns momentos de milagres operados no meio da multidão, Jesus pedia que não contassem a ninguém seus atos sobrenaturais e imediatamente se retirava. Buscava solitude, poeira baixa e o silêncio no meio das árvores, como que querendo dizer a tudo e todos de todas as gerações: não valorizem em primeiro lugar o que é belo a partir da operação de mãos humanas, ainda que minhas também, mas fitem com força os olhos naquele que criou a beleza. Eu gostaria de ser um mosquito e pousar no ramo de um arbusto para observar o Mestre em toda sua beleza solitária, longe de tudo, perto de nosso Pai em oração. Que cena! Nada deve se comparar.

Uma cachoeira cristalina no deserto, a ruptura com vícios antigos, o solo da guitarra contagiante, gerar um filho, inventar a roda e o manuseio do fogo seriam belezas totalmente ofuscadas pela visão da face de Deus num quarto fechado, sem gritaria e fotos no instagram.

Somente experimentar os momentos em secreto como Jesus fazia vão exterminar gradualmente, a necessidade do ser humano de clamar por atenção e suas insatisfações mesmo tendo o básico para viver.

Divulgue a beleza de fechar o quarto com Deus, a beleza de desligar o celular.